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2018年10月30日世界ウチナーンチュの日(ビアンカ)

世界の家庭料理フェアー 世界のうちなんちゅーの日と共に 2018

 

Dia 4 de Novembro participei de  um evento organizado pela Prefeitura de Nago: ‘’Feira de culinária caseira do Mundo’’.

 

Alguns intercambistas da Universidade de Meio foram convocados para escrever um artigo sobre o evento em suas respectivas línguas. Representando o Brasil fui convocada para escrever em Português.

 

Havia várias tendas de comidas caseiras de diferentes países: Argentina, Tailândia, Peru, Rússia, Okinawa, Espanha… As tendas ficavam do lado de fora do prédio (Centro de Intercâmbio Internacional de Nago), os visitantes puderam comprar comidas de diferentes gastronomias, que era vendido em porções pequenas dando a oportunidade de provar variadas receitas e por um valor acessível. Após a degustação foram convidados a se acomodar em uma sala dentro do prédio.

 

A primeira tenda que visitei foi do País Peru, cujo prato típico apresentado foi o “papa a la Huancaina” que é um aperitivo da cozinha crioula peruana que é feito a batatas amarelas cozidas com molho a base de queijo fresco, leite evaporado e pimenta Ají amarela, guarnecida por ovos cozidos e azeitonas pretas. É originário da cidade de Huanyaco, que fica no centro do Peru.

 

Na tenda Tailandesa, tinha uma salada feito com macarrão harusame, e ‘’Gai Tod’’, aparentemente um frango frito (provavelmente apimentado) de Tailândia.


 

Na parte da Argentina, estavam oferecendo ‘’Pollo relleno’’, que significa ‘’frango recheado’’ em espanhol, e as deliciosas “empanadas”.


 

As alunas de Meio estavam lá também, representando a Universidade e vendendo ‘’bolo chiffon okinawano’’, um bolo Chiffon sabor cana de açúcar. O ‘’Kokutou’’, que significa ‘’açúcar preta’’ em japonês, é um dos principais cultivos da llha de Okinawa, junto com abacaxi, batata doce, goyá (legume com sabor amargo característico), etc.

 

Havia outras tendas de comidas caseiras de diferentes países do mundo inteiro: Rússia, Espanha, e claro, não podia faltar a de Okinawa também…



 

Comprei alguns petiscos, e fui me acomodar em uma das mesas dentro do edifício com a equipe de escritores. A única mesa vaga era a de tatami, que, sinceramente não gosto nem um pouco, pois me sinto muito desconfortável se sentando no chão… Não consegui me acostumar mesmo sendo este o segundo ano morando aqui… O tatami é o piso tradicional do Japão, e o ato de se sentar ou se deitar no chão faz parte da milenar cultura do país. Até hoje não sei como é que os idosos conseguem se sentir confortáveis se sentando no chão, sendo que mesmo eu sendo jovem, sinto dores nas pernas e na coluna quando fico muito tempo no tatami.

 

Quando entramos no kaikan, já haviam começado algumas apresentações de diferentes culturas: apresentação de flauta japonesa, dança de Indonésia, orquestra de Gamelão , dança de Okinawa, etc…


Teve apresentação de Gamelão, que é um tipo de orquestra tradicional das ilhas de Java e Bali, na Indonésia. Achei muito interessante, pois os instrumentos individualizados que integram o gamelão são afinados para serem executados em conjunto, criando a melodia coletivamente. A orquestra só se torna possível quando os instrumentos estão sendo tocadas em conjunto, já que todos são responsáveis por criarem uma única melodia.


 

O tema principal do evento é ‘’Culinária caseira do mundo’’, mas o evento também foi organizado com propósito de comemorar o ‘’Dia Mundial de Uchinanchu’’.

“Uchinanchu’’, significa pessoas que nasceram em Okinawa no dialeto local. Hoje, estima-se que existam aproximadamente 420,000 uchinanchus e descendentes espalhados pelo mundo. Essas pessoas estão, na maioria, vivendo em países como Brasil, Peru, Bolívia, Argentina, EUA e Havaí, destinos da imigração anos atrás. Os meus avôs também imigrantes, se dirigiram para América do Sul após a Segunda Guerra Mundial.

O Dia Mundial de Uchinanchu foi criado pelo peruano Andres Tadashi Ysa e pelo argentino Andres Higa, ambos nikkeis com descendência okinawana. Tudo começou quando os dois se sentiam sem identidade ao serem apelidados ora de ‘’japas’’ em seus países de origem, e ora de estrangeiros no Japão. Mas, através de um intercâmbio, passaram a viver em Okinawa, onde foram acolhidos e reconhecidos como uchinanchus pelas pessoas da ilha. Isso incentivou no desenvolvimento de um desejo de criar um dia para homenagear e resgatar a identidade dos uchinanchus.

Somos de nacionalidade, cultura e língua diferentes… Mas no Dia Mundial de Uchinanchu podemos compartilhar a mesma identidade! Aqui, nós seguimos a filosofia okinawano: ‘’Icharibachoode’’ (Encontrando-se uma vez, somos todos irmãos), ‘’Yuimaru’’ e ‘’Chimugukuru’’ (Criar laços e conviver com sentimento de coletividade).

Muitos amigos Uchinanchus vieram também ao evento, e tiramos uma foto no final para comemorar:

Todos reunidos: uchinanchus do Brasil, Peru, Argentina, Okinawa, México… Somos de nacionalidades diferentes e até falamos línguas diferentes… Mas somos todos irmãos, compartilhamos a mesma identidade. Viva a todos os Uchinanchus do mundo!

うちなーんちゅのひ、おめでとう!